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Missa Tridentina: o ápice da beleza da Liturgia e da Teologia

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Missa Tridentina: o ápice da beleza da Liturgia e da Teologia

Missa Tridentina

A Santa Missa Tridentina, também conhecida como Missa Tradicional ou Missa na Forma Extraordinária do Rito Romano, é a Missa do Rito de São Pio V como foi celebrada pela Igreja, com pequenas variações, desde o século VI até pouco menos de 50 anos atrás. Rito antiquíssimo e venerável, jamais abolido, verdadeiro tesouro da Santa Igreja.

Tão forte é a Tradição que as gerações futuras sonharão com aquilo que elas nunca viram”

G. K. Chesterton

Assista a este vídeo que explica passo a passo a Santa Missa no rito de São Pio V:

Àqueles que desejarem podem ler/baixar o ordinário da Santa Missa no rito Tridentino em português e em latim: clique aqui.

Leia também: Cardeal Sarah: “Comunhão na Mão é um ataque de Satanás à Eucaristia”

Congregação Mariana

A Congregação Mariana ama e prefere esta Missa — a forma do Rito Romano tal como compilado por S. Pio V e revisto João XXIII em 1962,

  • porque somos filhos da Santa Igreja Católica e temos o legítimo desejo, reconhecido pela Santa Sé, de conservar e viver a riqueza litúrgica deste rito tradicional da Santa Igreja, em plena comunhão com o senhor arcebispo de nossa arquidiocese e com o Santo Padre, o papa;
  • porque essa forma litúrgica não foi jamais abolida ou proibida e permanece como verdadeira expressão da lex orandi da Igreja, merecendo a devida honra de um rito multi-secular;
  • porque consideramos que esta Missa é uma expressão mais perfeita da Tradição Católica e o mais sólido alimento espiritual, por sua riqueza, profundidade, sua elevação, sua nobreza e a solenidade de suas cerimônias, por seu senso de sacralidade e de reverência, por seu sentido de mistério, pela maior precisão e rigor de suas rubricas; e a Santa Sé vê esse  nosso posicionamento como perfeitamente legítimo.
  • porque apresenta assim maior garantia e proteção contra os abusos, não dando espaço a “ambigüidades, liberdades, criatividades, adaptações, reduções e instrumentalizações”;
    porque acreditamos que a Santa Missa Tridentina é o último rochedo no meio da Tempestade” e que “conservá-la é, para nossa Santa Fé, questão de Vida ou Morte”
  • porque essa foi a Missa que por tantos séculos deu vida e santidade aos Congregados Marianos, a quem rogamos o auxílio por mantê-la;

Língua

A maior parte da Missa é rezada em latim. Baixe aqui o livreto que traz as orações da Missa em latim e português para lhe ajudar a compreender o que é rezado.

Orientação do Sacerdote

O sacerdote e o povo voltam-se à mesma direção: o crucifixo, o sacrário, o Oriente Litúrgico, de onde se aguarda o Sol da Justiça, Cristo. O sacerdote de frente para Deus guia o povo na adoração, como sempre se fez na Igreja.

Silêncio e Sacralidade

Deus não habita no barulho. Ficamos em silêncio dentro da igreja em veneração ao Santíssimo Sacramento no Sacrário e em respeito aos demais que rezam. Durante a Missa, há muitos momentos de silêncio em que, atentos, rezamos.

Sagrada Comunhão

Na Missa Tridentina, recebe-se a Comunhão sempre na boca e de joelhos. Essa postura mostra nosso respeito a Nosso Senhor Eucarístico. Ao lhe dar a Santíssima Eucaristia, o padre rezará “O Corpo de Nosso Senhor Jesus Cristo guarde tua alma para a Vida Eterna. Amém” – diferente da forma nova, não respondemos o amém

Os que desejam se aproximar da Sagrada Mesa devem ser católicos batizados que não estejam em pecado mortal e estejam em jejum por ao menos 1h.

Posições dos fiéis durante a Missa Tridentina

Nos livretos que ajudam a assistência da Missa há indicações das posições a serem adotadas pelos fiéis, mas pode-se simplesmente seguir os outros.

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Em forma geral, ficamos de joelhos do início da Missa até o Glória (ou coleta), do Sanctus até o Pai Nosso, após o Pai Nosso até a comunhão e durante a benção final; sentados durante as leituras e ofertório e de pé nos demais momentos.

Enquanto o Santíssimo Sacramento está sobre o altar, evite-se sentar: Caso não possa ficar de joelhos por qualquer motivo, mantenha-se de pé.

Participação dos fiéis e respostas

A participação mais importante na Missa é a participação interior – prestar atenção nas cerimônias elevando nosso coração e mente em oração silenciosa e unindo-nos em intenção às orações do sacerdote.

No entanto, pode-se certamente cantar junto ao coro e rezar as respostas das orações, descritas nesse pequeno guia em negrito. Os textos postos dentro de quadrados são orações sacerdotais rezadas em voz baixa. Foram colocados neste livreto para estímulo da piedade e oração privada dos fiéis.

Vestimenta e Modéstia

Devemos nos vestir adequadamente para a Santa Missa: Com modéstia e pudor, de modo a honrar, interior e exteriormente, a Presença Real de Nosso Senhor.

Homens e mulheres não devem usar roupas sem mangas, bermudas, roupas coladas ou decotadas. Em sinal de humildade diante de Nosso Senhor, tradicionalmente as mulheres mantém o piedoso uso do véu.

Fonte: SalveMaria.com.br

Leia também: A Santa Missa e os abusos litúrgicos que ofuscam sua grandeza e seu mistério

Alguns detalhes da Santa Missa Tridentina:

O sacerdote persigna-se 16 vezes;
volta-se 6 vezes para o povo;
beija o altar 8 vezes;
levanta os olhos para o céu 11 vezes.

10 vezes bate no peito e 10 se vezes ajoelha;
junta as mãos 54 vezes;
faz 21 inclinações com a cabeça e 7 com os ombros;
faz inclinação profunda 8 vezes;
benze 33 vezes a oferta com o sinal da cruz;

Põe 29 vezes as duas mãos sobre o altar;
14 vezes reza com os braços estendidos e 36 vezes junta as mãos;
põe as mãos juntas sobre o altar 7 vezes;
9 vezes coloca a mão esquerda apenas;
11 vezes põe-na sobre o peito;
8 vezes levanta as duas mãos para o céu;
11 vezes ora em voz baixa e 13 em voz alta;
descobre e cobre o cálix 5 vezes e muda-o de lugar 20 vezes.

Além destas 350 cerimônias, o sacerdote deve observar ainda 150, ao todo são 500. Acrescentando a estas cerimônias as 400 rubricas prescritas, verificareis que o sacerdote que celebra a Santa Missa, conforme o rito romano, está obrigado, sob pena de pecado, a 900 obrigações.

Cada uma destas obrigações tem a sua significação espiritual, cada uma para fazer cumprir digna e piedosamente o santo Sacríficio da Missa.

Pelo que o Papa Pio V ordenou formalmente que todos, Cardeais, Arcebispos, Bispos, Prelados e simples sacerdotes dissessem a Missa desta maneira, sem nada mudar nem acrescentar ou diminuir um ponto sequer.

Fonte: Venerável Martinho de Cochem in ‘Explicação da Santa Missa’ (1914)