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Com a evangelização em crise, o que é mais urgente: Ecologia ou Evangelho Integral?

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Com a evangelização em crise, o que é mais urgente: Ecologia ou Evangelho Integral?

Para os que não entendenderam ainda, Sínodo da Amazônia é sinônimo de uma grave crise na evangelização; entretanto, um questionamento é muito relevante: Será que só a região amazônica passa por problemas na Evangelização, ou estamos satisfeitos com apenas 5% dos que se dizem católicos no Brasil frequentarem a missa dominical?

O debate levantado através do Sínodo da Amazônia, faz-nos refletir sobre diversos aspectos da atuação da Igreja Católica e sua missão principal, a qual foi confiada pelo próprio Cristo: a evangelização.

Uma das expressões mais usadas pelos padres sinodais, e que ganha cada vez mais destaque é “traçar novos caminhos para a Igreja Católica”. Em teoria, são palavras muito bonitas, mas é de extrema importância meditar seu significado na prática.

É fato que o povo está sedento de Deus, não somente na Amazônia onde os sacerdotes estão escassos, mas essa realidade se repete também na maioria das regiões do Brasil e no Mundo, onde é possível identificar deficiências ainda mais graves na evangelização, mesmo havendo padres e bispos em abundância.

Nos grandes centros, talvez a carência de ministros ordenados não seja o principal problema, como acontece na região dos vilarejos espalhados pela bacia amazônica, ainda assim se torna cada vez mais frequente encontrar “católicos” que não frequentam missas dominicais, que discordam de posições morais e políticas da doutrina católica, e mesmo entre os que vão à missa com mais frequência, constata-se que uma boa partevive em estado de pecado mortal, sem arrependimento e sem estímulos para a conversão.

Um estudo recente feito pela Arquidiocese de São Paulo, mostrou que apenas cerca de 5% daqueles que se declaram católicos frequentam a missa dominical e os outros sacramentos essenciais para a salvação. Isso acontece pois, mesmo com uma quantidade razoável de sacerdotes, o evangelho não lhes é transmitido integralmente.

Neste contexto se faz necessário questionar porque, no documento preparatório para o sínodo, uma das propostas inclui desfigurar a doutrina e a liturgia para preservar a cultura dos índios, sendo que em todo Brasil, mesmo onde não existem índios, a liturgia e a doutrina já estão amplamente desfiguradas e banalizadas?

De fato, um dos problemas a se combater na região amazônica é a falta de padres para celebrar missas, atender confissões e ministrar outros sacramentos; contudo, em diversas regiões do Brasil, há constantes reclamações de que em pleno domingo muitas comunidades não têm missa, mas “celebrações da palavra” feitas por ministras e ministros despreparados e não ordenados. Esta reclamação vem acompanhada por outra muito comum, de não encontrar sacerdotes disponíveis para atender confissões, uma vez que muitos estão mais preocupados com outras ocupações.

Percebemos um grande empenho dos padres sinodais para preservar a ecologia, cultura e território dos povos indígenas, todavia não vemos este mesmo zelo em preservar a Doutrina Católica, ou a Liturgia que são constantemente manipuladas ao bel prazer de padres e bispos que buscam satisfazer seus egos, transmitir mensagens ideológicas e até mesmo buscam ascensão pública, utilizando para isso a autoridade que possuem para pregar um evangelho “morno”, adulterando a doutrina católica a pretexto de preservar uma falsa unidade e impulsionados pelo respeito humano que cresce cada vez mais nutridos do relativismo moral e o politicamente correto.

Infelizmente, as verdadeiras mudanças necessárias para corrigir e dar novos rumos à Evangelização não serão colocadas em pauta, ao contrário, serão solenemente ignoradas, pois grande parte dos que apoiam o Sínodo não estão nada interessados na Restauração da Santa Igreja, mas seu interesse principal é pela Revolução.

Em momento algum ouviremos falar sobre conversão a Cristo, ou seja, mudança de vida, ou sobre vida eucarística. Por outro lado somos intimados a não ter espírito de “colonizadores”, ou seja, não alterar costumes e culturas, mesmo que contrários à Doutrina e Tradição Católica. Ao contrário, devemos nos adaptar à realidade do mundo, aceitando-os como eles são, rejeitando qualquer apelo do santo evangelho à mudança de vida.

Enfim, o propósito do Sínodo não é todo ruim, pois de fato a Igreja passa por uma grave Crise de valores, portanto é de suma importância que coloquemos nossos joelhos no chão e apresentemos a Deus nossas intenções pelo Santo Padre o Papa e os Padre Sinodais, para sejam dóceis ao Espírito Santo e percebam que, mais do que uma Ecologia Integral, a Igreja precisa de renovação espiritual e uma conversão radical, a começar pelo próprio clero, cuja formação e propósitos estão bastante contaminados por doutrinas e ideias contrárias ao evangelho.

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Que Deus tenha misericórdia de sua Santa Igreja.

Equipe Templário de Maria

Atenção!

Frente à gravidade das propostas, e todo contexto entorno do Sínodo da Amazônia, preparamos uma série de vídeos que visam trazer à luz detalhes desconhecidos do Sínodo, e que podem ter efeito negativo na vida de todos os católicos.

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