Em uma entrevista à Página 12, num esforço para reconquistar os católicos, Lula recordou que o Santo Padre foi muito veemente contra o governo de Jair Bolsonaro durante os incêndios que devastaram a Amazônia, informa Mitre.

Por InfoVaticana | Tradução: FratresInUnum.com: “Tenho um profundo respeito pelo Papa Francisco, creio que ele se destacou por sua coerência. Se destacou pela tentativa de fazer com que a Igreja Católica tenha maior compromisso com o pobres, ele tem um compromisso muito forte com os direitos humanos, deu sinais muitos positivos à humanidade”, disse Lula. “Espero que tenha sucesso nas reformas que tem a fazer na Igreja”, manifestou.

Lula da Silva expressou: “Eu estou feliz com que tenhamos um arcebispo latino-americano, argentino, pensando de uma forma tão progressista como pensa o Papa Francisco”. Ao mesmo tempo, o político brasileiro ressaltou: “Se analisamos o comportamento do Papa, se observamos quase todas as suas comunicações com os católicos de todo o mundo, vemos que é um Papa comprometido com o povo pobre, com o combate à fome, ao desemprego, à violência, aos crimes contra as mulheres e os negros. Ou seja, ele é tudo o que nós queremos de um Papa, é um Papa que pensa como nós”.

“Foi muito importante o Sínodo da Amazônia, sua preocupação com o meio ambiente”, assegurou Lula.

Em 12 de julho de 2017, Lula foi condenado a nove anos e seis meses de prisão por corrupção passiva. Esteve na prisão de 7 de abril de 2018 a 8 de novembro de 2019, quando foi ordenada sua libertação.

Antes que deixasse a prisão, o Papa lhe enviou uma carta: “O bem vencerá o mal, a verdade vencerá a mentira e a salvação vencerá a condenação”, dizia a missiva. No escrito, que foi divulgado pelo ex-presidente brasileiro, Farncisco pedia a Jesus e à Virgem Maria que “protejam” a Lula e lhe assegurava sua oração, enquanto pedia a Lula que rezasse por ele.

Leia também: