Grito dos excluídos é instrumentalizado para atacar o governo e suas reformas

Vários bispos do Brasil estão utilizando o Grito dos Excluídos, que acontece tradicionalmente no dia das comemorações da Independência do Brasil, para atacar o atual governo e as reformas implementadas.

Já se tornou tradição, desde 1995, no dia 7 de setembro, data na qual se comemora oficialmente a Independência do Brasil, ocorrerem as manifestações chamada de “Grito dos Excluídos” que reúne católicos em diversas dioceses por todo território brasileiro.

Estas manifestações têm como objetivo de abrir caminhos aos excluídos da sociedade, denunciar os mecanismos sociais de exclusão e propor caminhos alternativos para uma sociedade mais inclusiva.

Neste ano de 2019 o tema do grito dos excluídos é “Vida em primeiro lugar” e o lema escolhido foi “Este sistema não vale: lutamos por justiça, direitos e liberdade.”

Assista a chamada de um canal de televisão católico:

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Instrumentalização Política

Leia a declaração do bispo de Ipameri (GO), dom Guilherme Antônio Werlang, presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Social Transformadora da CNBB:

“Vivemos tempos difíceis. Os direitos e os avanços democráticos conquistados nas últimas décadas, frutos de mobilizações e lutas, estão ameaçados. O ajuste fiscal, as reformas trabalhista e a reforma da previdência estão retirando direitos dos trabalhadores para favorecer aos interesses do mercado. O próprio sistema democrático está em crise, distante da realidade vivida pela população”.

Esta opinião, que distorce a realidade, está sendo replicada em cartas por diversas dioceses e lida durante a missa em centenas de paróquias.

Veja o exemplo abaixo:

Além das cartas que citam explicitamente as reformas do governo, alguns “católicos” de esquerda associam o lema deste ano (Este sistema não vale: lutamos por justiça, direitos e liberdade), a um movimento que busca a liberdade do ex-presidente condenado por corrupção e lavagem de dinheiro chamado #LulaLivre.

Como católicos devemos sempre estar do lado da verdade (Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim. – Jo 14, 6) e seguir a Doutrina da Santa Igreja. A Igreja Católica condenou fortemente e de modo claro e inequívoco o Comunismo e o Socialismo desde que surgiram essas ideologias, mas parece que boa parte dos nossos atuais bispos não acolhem bem esses ensinamentos.

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