Num grave insulto à fé cristã, “artista” retrata Virgem Maria nua e com órgão masculino

Um ultraje absurdo à fé cristã fez com que deputados estaduais do Rio de Janeiro se mobilizassem contra o Centro Cultural Hélio Oiticica e pedissem a retirada da obra blasfema.

Nesta quinta (20), o deputado estadual Capitão Paulo Teixeira (Republicanos) pediu a a retirada de uma peça da residência artística Lavra, que ilustra uma gravíssima blasfêmia contra a Santíssima Virgem Maria com um seio nu e um órgão masculino, com a inscrição Deus acima de tudo, gozando acima de todos. O também parlamentar Márcio Gualberto (PSL), ligado à igreja católica, já havia se posicionado, pedindo, nas redes sociais, em plenário e em ofício, explicações ao Centro Cultural Hélio Oiticica e ao município.

Na quarta, o deputado Marcio Gualberto esteve no centro cultural, e filmou as obras ofensivas, em seguida ele enviou um requerimento de informações ao prefeito Marcelo Crivella e ao secretário de Cultura Adolfo Konder pedindo explicações e informações sobre o trabalho. Seu principal alvo foi a obra “Todxs xs santxs – renomeado – #eunãosoudespesa”, de Órion Lilla, que utiliza a imagem de Virgem Maria.

Na manhã desta quinta, uma equipe da secretaria municipal de Cultura esteve no espaço e pediu que a classificação, que era de 10 anos, fosse mudada para 16 anos. As peças ainda estão na exposição. Por enquanto, o Centro Cultural informa que não recebeu qualquer determinação para retirá-las. Procurada, a prefeitura ainda não se manifestou.

“O espaço, da Secretaria Municipal de Cultura do Município, dedicado à diversidade da produção artística contemporânea, exibe um absurdo escárnio da fé cristã. Um ultraje aos símbolos religiosos e até mesmo a valores caros ao Presidente da República. Isso é liberdade de expressão? Vou pedir explicações aos responsáveis pelo espaço e à Prefeitura do Rio de Janeiro”, afirmou Gualberto em sua rede social, em texto acompanhado de um vídeo onde ele visita a peça na exposição.

— Não se trata de censura. A lei não permite censura. Mas também não permite que se cometa vilipêndio ao sentimento religioso, seja qual for a crença: católico, espírita, evangélico… — disse Paulo Teixeira, que encaminhou um pedido a Crivella para que ordene a retirada do quadro.

 

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