Por que estamos privando nossas crianças da Primeira Comunhão?

Estão se tornando cada vez mais frequentes paróquias que só admitem crianças mais velhas, ou seja, acima dos 10 anos de idade para o curso de catequese para a primeira comunhão, uma prática muito prejudicial.

A prática da primeira comunhão tardia é uma realidade muito prejudicial, que infelizmente vem acontecendo na maioria das paróquias, uma vez que quanto mais cedo as crianças estiverem em comunhão com Deus, mais elas terão consciência da importância de se viver na Graça de Deus e evitar as inúmeras perdições deste mundo.

De fato, a catequese é uma etapa muito importante na vida da criança, entretanto essa tarefa não cabe apenas às paróquias. A catequese de toda criança deve ter início desde o primeiro dia de vida da criança, primeiramente com o batismo realizado o mais rápido possível, e segundo com os pais sendo os primeiros catequistas. O lar é a igreja doméstica que conduzirá as crianças à santidade e o curso da catequese deveria ser apenas uma forma de reforçar os conhecimentos que a criança já adquiriu em casa.

“A comunhão sacramental, que recebemos na Santa Missa, é uma forma de materializar a comunhão com Deus que todos já vivemos em nossa alma. Quem não vive em comunhão, não pode receber a Eucaristia.”

Além da falha dos pais em proporcionar um ambiente verdadeiramente católico em seus lares, esbarramos em mais um empecilho para a santidade das crianças que consiste no fato de paróquias que estabelecem idades cada vez maiores para admitir crianças à catequese, uma vez que é muito difícil catequizar crianças que não vivem uma experiência católica desde o berço, o que acarreta, portanto, em cada vez mais paróquias que preferem admitir crianças mais velhas argumentando que, na teoria, mais fáceis de lidar.

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Sem uma educação católica do berço, e o auxílio das paróquias em formar a espiritualidade das crianças, elas ficam cada vez mais vulneráveis, uma vez que estão sendo enviados à escola e tendo acesso à tecnologia cada vez mais cedo, além da convivência com estranhos que proporcionam experiências boas e coisas ruins, permitindo, inclusive, a iniciação em alguns tipos de pecado.

 

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É importante frisar que a doutrina da Igreja recomenda que a primeira comunhão das crianças seja feita na idade em que elas começam a ter o uso da razão, quer dizer, em torno dos sete anos, às vezes até menos.

Assim como a primeira comunhão, o sacramento da penitência também deveria se popularizar em meio às crianças, pois uma boa parte das crianças que iniciam a catequese a partir dos 10 anos de idade já presenciaram ou mesmo praticaram diversos tipos de pecados, entre eles os mais comuns são conversas imorais, dizer mentiras, assistiram novelas indecentes, tiveram acesso à pornografia na internet, utilizam roupas imodestas, entre outros pecados que se tornam cada vez mais frequentes em meio às crianças e muitas vezes são incentivados pela convivência com adultos.

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Em 1910, São Pio X fez um decreto estabelecendo normas com relação à primeira comunhão, onde dizia que a idade da discrição tanto para a Confissão quanto para a Comunhão é aquela em que a criança começa a raciocinar, isto é, por volta dos sete anos. Nesse período, começa a obrigação de satisfazer aos dois preceitos da Confissão e da Comunhão; Para a primeira Confissão e primeira Comunhão, não são necessários plenos e perfeito conhecimento da doutrina cristã. A criança, porém, deverá aprender depois gradativamente todo o catecismo, em conformidade com sua inteligência.

“Este costume, de receber tardiamente a primeira comunhão que, sob o pretexto de assegurar o respeito devido ao Augusto Sacramento, afasta dele os fiéis, foi causa de males sem conta.” – disse também São Pio X em seu decreto.

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