Deseja se consagrar à Nossa Senhora? Nós te ajudamos!

Sobre a queda dos católicos no Brasil

Sobre a queda dos católicos no Brasil

A cada ano observamos estatísticas que mostram a diminuição dos católicos no Brasil, fazemos essa constatação não somente pelas estatísticas, mas principalmente pelo esvaziamento das filas de confissão e pela deterioração moral da sociedade com a qual convivemos diariamente.

Mesmo com tantos sinais, pouco ouvimos falar sobre as principais razões da queda dos católicos no Brasil, nem mesmo a CNBB se preocupa, porém Dom Henrique Soares percebeu e neste breve comentário veio nos apresentar uma das principais causas!

Para alguns, que participam de igrejas em grandes centros, pode parecer estranho falar na “queda de católicos” quando a igreja que frequentam está cheia, entretanto o número dos que não vão à Igreja é muito maior. São os chamados “Católicos de IBGE”.

Uma pesquisa feita em 2018, sobre a situação religiosa e pastoral da Igreja na Arquidiocese de São Paulo, em preparação para o sínodo arquidiocesano de SP, mostrou que apenas cerca de 5% (cinco por cento) dos católicos frequentam regularmente a Missa dominical; outros cerca de 25% (vinte e cinco por cento) frequentam a Missa de vez em quando. E são cerca de 70% (setenta por cento) dos católicos paulistanos que não frequentam a Missa nunca, ou quase nunca.

Antes de ler o comentário de Dom Henrique Soares, vamos entender o que são os católicos de IBGE e a realidade dos católicos no Brasil.

Católicos de IBGE

Desde 1940, quando era estimado que quase 100% da população era católica (como vemos no gráfico do final da página), muita coisa mudou. A Igreja Católica perdeu espaço para protestantes, assim como outras denominações religiosas. Mesmo assim, atualmente mais de 60% dos brasileiros se declaram católicos. Porém, como poderemos ver mais abaixo, nem todo aquele que se diz católico, age realmente como católico. Vamos analisar algumas estimativas:

No Brasil, aproximadamente 85% da população se diz cristã. Sendo aproximadamente 65% de católicos.

Agora, se observarmos entre os católicos, apenas 5% dos que se declaram católicos frequentam a missa todos os domingos, como demonstrado na pesquisa realizada na Arquidiocese de São Paulo, o que é muito grave, pois frequentar a missa todos os domingos é um dos mais importantes mandamentos.

Desses 5% que vão à missa todo domingo, muitos vivem de forma irregular, ou seja, fora da graça de Deus, o que significa que não podem receber a comunhão enquanto não regularizarem esta situação, muitas vezes sendo necessário uma drástica mudança de atitudes acompanhada da confissão sacramental. Alguns exemplos de irregularidades graves, frequentes entre católicos: Casais que vivem juntos sem serem casados, ou um casamento de segunda união… namoro indecente… filiação a partidos comunistas… defender o aborto ou ideologia de gênero… vivência da prática homossexual… Não se confessar periodicamente (a igreja recomenda que a confissão seja feita com frequência, ou seja, uma vez por mês), etc…

Na pratica, fica abaixo de 1% o número daqueles que frequentam a missa todos os domingos e que buscam a confissão sacramental com frequência e vivem na graça de Deus, observando os mandamentos e a doutrina da santa Igreja.

Com base nisso, é possível estimar que mais de 95% dos católicos no Brasil vivem em estado de pecado mortal sem se preocuparem com a própria salvação.

- Continua após a publicidade -

 

Qualquer pecado grave nos faz perder a graça de Deus e nos torna merecedores do inferno. Por exemplo:

– faltar missas dominicais ou de preceito por preguiça e/ou comodismo;
– ter ódio do próximo;
– frequentar falsas doutrinas;
– viver em situação de adultério (amasiamento, segunda união), prática sexual fora do matrimônio, pornografia e masturbação, frequentar ambientes gravemente pecaminosos (boates, discotecas, carnavais, bailes funks, festas raves, etc.);
– evitar filhos por meios artificiais;
– abortar ou apoiar o aborto;
– ingressar, apoiar ou votar em partidos ou organizações de cunho socialista/comunista ou que defendem o aborto e a ideologia de gênero;
– prejudicar o próximo com calúnias e difamações;
– etc, etc, etc… a lista é grande…

(É sempre útil recordar que um pecado para ser grave, além da matéria grave, necessita que se tenha conhecimento de causa e vontade deliberada. Para entender melhor sobre pecado mortal, leia este artigo.)

Enfim, podemos chegar à conclusão que são muitos os que se declaram católicos, mas em muitos pontos não pensam e nem tem atitudes de católicos! Estes são os católicos de IBGE, que na teoria se declaram católicos mas que na prática acreditam que todas as religiões são boas… Que placa de igreja não salva ninguém… Que o que importa é o amor… Etc., o que difere daquilo que ensina a doutrina da Santa Igreja Católica Apostólica Romana.

[vc_separator]
Leia também: A TRANQUILIDADE DOS PECADORES DENTRO DE NOSSAS IGREJAS
[vc_empty_space height=”22″]
[vc_separator]

SOBRE A QUEDA DOS CATÓLICOS NO BRASIL

Historicamente, nossa catequese deixou muito a desejar e nas últimas décadas piorou muito: é uma catequese de ideias vagas, mais ideológica que propositiva, ambígua, que não tem coragem de apresentar a fé com todas as letras… Ao invés, apresenta a opinião desse ou daquele teólogo… Assim, troca-se a clareza e simplicidade da fé católica (como o Catecismo a apresenta) por complicadas e inseguras explicações, fazendo a fé parecer uma questão de opinião e não uma certeza que vem de Deus; algo acessível a especialistas letrados e não aos simples mortais.

Céu, inferno, anjos, diabo, purgatório, valor da missa, doutrina moral – cada padre diz uma coisa, cada um acha que pode construir sua verdade… Tudo tende a ser relativizado… Uma religião assim não segura ninguém e não atrai ninguém. Religião é lugar de experimentar a certeza que vem de Deus, não as dúvidas e vacilações dos tateamentos das opiniões humanas.

É preciso que as opiniões cedam lugar à certeza da fé da Igreja! A Igreja não deve cair em falsas soluções de um cristianismo FROUXO e agradável ao mundo, de uma moral ao sabor da moda, de um ecumenismo compreendido de modo torto e de um diálogo inter-religioso que coloque Cristo no mesmo nível das outras tradições religiosas.

Ecumenismo e diálogo religioso sim, mas de ACORDO COM A FÉ CATÓLICA!

O remédio para a crise atual e o único verdadeiro futuro da Igreja é a fidelidade total e radical a Cristo, expressa na adesão total à fé católica.

É imprescindível também melhorar e muito a formação dos nossos padres e religiosos. Como está, está ruim.

Dom Henrique Soares
Bispo da Diocese de Palmares – PE

[vc_separator]
Leia também: O falso conceito de Caridade e a falsa confiança na Misericórdia é o que mais tem levado almas para o Inferno
[vc_empty_space height=”22″]
[vc_separator]

A VALORIZAÇÃO DA EUCARISTIA

Arquidiocese de São Paulo, 20 de Junho de 2019 (CNBB Reginal Sul 1) – Há dois anos, convocamos o primeiro sínodo arquidiocesano de São Paulo e, agora, já estamos no meio do caminho sinodal. A realização de um sínodo é uma experiência eclesial de grande importância e significado, cujos frutos confiamos à ação do Espírito Santo. Nosso sínodo é um “caminho de comunhão, conversão e renovação missionária” para toda a nossa Arquidiocese.

Não existe conversão e renovação missionária, sem uma renovada valorização da Eucaristia na nossa Igreja. A celebração de hoje mostra-nos a estreita relação existente entre Eucaristia, Igreja e missão. A Eucaristia é o Sacramento do Corpo e Sangue de Jesus Cristo, memorial de sua paixão, morte e ressurreição redentora. E a celebração da Eucaristia é o “Sacramento da Igreja”, que a torna visível, real e compreensível. A Igreja faz a Eucaristia mas, ainda mais, é a Eucaristia que faz a Igreja, comunidade dos discípulos reunidos com Jesus Cristo, alimentada, confortada e conduzida por Ele e sempre de novo enviada em missão.

Por isso tudo, hoje desejo recordar a importância da celebração e da participação do Sacramento da Eucaristia e da Missa em nossas paróquias e comunidades. A participação na Missa dominical é um preceito da Igreja, que não foi abolido e deve ser levado bem a sério pelo povo católico. A pesquisa de 2018, sobre a situação religiosa e pastoral da nossa Igreja em São Paulo, mostrou que apenas cerca de 5% (cinco por cento) dos católicos frequentam regularmente a Missa dominical; outros cerca de 25% (vinte e cinco por cento) frequentam a Missa de vez em quando. E são cerca de 70% (setenta por cento) dos católicos paulistanos que não frequentam a Missa nunca, ou quase nunca.

 

- Continua após a publicidade -

 

Isso é muito preocupante, pois a não participação regular na Santa Missa tem como consequências quase inevitáveis o distanciamento da Igreja, a não identificação com ela e com sua mensagem e missão, o desconhecimento de seu significado e de sua doutrina, a perda da fé católica e o indiferentismo religioso. A participação regular na Missa dominical é a melhor forma de “iniciação” à fé católica e à participação na vida da Igreja; ela oferece o alimento da fé, aprofunda a comunhão com Deus e com os irmãos, ajuda a sentir-se parte deste “povo de Deus” que crê, celebra, professa, espera e testemunha.

Quem não participa regularmente da Missa dominical por onde alimenta sua fé católica? Caminha sozinho e se priva da força do testemunho da comunidade e não se alegra com essa comunidade. Com facilidade, perde o contato com a Igreja, vai se sentindo estranho a ela e tende a perder a fé católica. Portanto, nesta festa do Corpo e Sangue de Cristo, renovemos nossa fé neste sublime Mistério da fé. Peçamos o perdão, por não valorizarmos bastante esse presente de amor que Cristo nos deixou, para nos lembrarmos sempre dele, como ele nos recomendou: – “fazei isto em memória de mim”. E lhe agradeçamos por ter dado à sua Igreja este precioso dom.

Cardeal Odilo Pedro Scherer
Arcebispo Metropolitano de São Paulo